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A estética do corpo funcional está substituindo o corpo perfeito

  • há 7 horas
  • 2 min de leitura

E o mercado já está faturando pesado com isso.


Durante décadas, o “corpo perfeito” foi uma construção estética impulsionada por revistas, modelos e feeds do Instagram. Mas hoje, a conversa mudou e o mercado já percebeu antes do público: corpo funcional não é só visual, é comercialmente estratégico.


O setor de fitness no Brasil foi avaliado em aproximadamente USD 12,3 bilhões (cerca de R$ 66 bilhões) em 2022 e projeta crescimento constante nos próximos anos, com receita total prevista para continuar subindo até 2025.


Isso mostra que a indústria não vive apenas de estética, vive de prática, rotina e repetição.


A mudança de motivação não é um detalhe, é lucro


Pesquisa especializada mostra que nos últimos anos:


  • Cerca de 50% dos brasileiros praticam atividades físicas regularmente, segundo dados de 2025, um salto gigantesco em relação a poucos anos atrás.

  • A quantidade de academias no país praticamente triplicou na última década, chegando a quase 60 mil estabelecimentos ativos.

  • E especialistas projetam que o setor fitness brasileiro deve crescer cerca de 9,5% ao ano até 2030.


Esses números mostram que, mais do que aparência, há um compromisso crescente com saúde, qualidade de vida e longevidade e isso move a economia.



O corpo funcional virou motor de consumo recorrente


O conceito de corpo funcional, aquele que se mexe bem, tem resistência e tolera esforço constante, impulsiona uma cadeia inteira de consumo:


  • Assessoria esportiva e personal training.

  • Inscrições em eventos como corridas de rua (são milhares por ano no Brasil e atraem milhões de praticantes).

  • Academias boutique e estúdios especializados.

  • Equipamentos e tecnologia fitness.

  • Suplementos, vestuário e experiências de treino.


E isso tudo se traduz em receita recorrente diferente do ciclo sazonal de “shape de verão”.


A performance é o novo status


O que antes valia como “likes” no feed agora vale como:


  • Capacidade atlética real.

  • Conquistas mensuráveis (km rodados, tempos pessoais, cargas levantadas).

  • Histórias de evolução contínua.


A corrida de rua, por exemplo, deixou de ser nicho e virou uma experiência comunitária e econômica: treinadores, provas, viagens, equipamentos e apps como Strava alimentam um ecossistema de consumo bilionário.


O corpo funcional não eliminou a estética, ele reconfigurou o significado de sucesso


Antes, o “corpo perfeito” impulsionava histórias de transformação visual. Hoje, a narrativa dominante é outra:


  • O que seu corpo faz importa mais do que como ele parece.


Isso alinha expectativas de consumidores com investimentos de mercado e explica por que marcas e investidores seguem apostando no setor com números robustos ano após ano.


Não é apenas um movimento cultural.

É uma reconfiguração de valor que já se reflete em cifras.


Se antes a indústria de fitness respirava estética, agora ela lucra com performance sustentável e comunidade ativa.


A pergunta, portanto, não é:

“Você quer ter um corpo perfeito?”

Mas sim:

“O que seu corpo consegue fazer e quanto isso vale na economia do bem estar?”

 
 
 

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