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Todo mundo quer ser diferente, mas acaba se vestindo igual

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    Home e Marketing
  • há 4 dias
  • 2 min de leitura

Ser diferente virou regra. Todo mundo quer ter estilo próprio, identidade, algo que diga “isso sou eu”. O problema é que, quando você olha em volta, ou dá uma rolada no feed, parece que todo mundo comprou na mesma loja, seguiu o mesmo tutorial e salvou o mesmo moodboard.


A moda, que sempre foi expressão, virou reprodução. Tendências nascem e morrem rápido, empurradas por algoritmos que decidem o que é “cool” antes mesmo da gente perceber. Quando vemos, já estamos usando a roupa que jurávamos nunca usar. Não porque gostamos tanto assim, mas porque todo mundo está usando.



Existe uma contradição curiosa aí. A busca por originalidade passa, muitas vezes, por seguir padrões. Queremos ser únicos, mas também queremos pertencer. E pertencer, hoje, significa não destoar demais. Ser diferente, desde que dentro do aceitável.


As redes sociais amplificam isso. Influencers viram vitrines humanas. A estética do momento se espalha rápido: mesma cartela de cores, mesmas poses, mesmos cortes. O estilo vira uniforme disfarçado de personalidade. E quem foge muito corre o risco de não ser validado.

Isso não quer dizer que as pessoas não tenham gosto próprio. Mas o medo do julgamento pesa. A gente se adapta para evitar comentários, olhares, comparações. É mais seguro vestir o que já foi aprovado coletivamente do que bancar algo que pode parecer estranho, exagerado ou “fora de moda”.


No meio disso tudo, o consumo agradece. Tendência cria desejo, desejo cria compra, compra cria descarte. O ciclo gira rápido e deixa pouco espaço para reflexão. Pouca gente pergunta: eu gosto disso ou só aprendi a gostar porque vi demais?


Talvez ser diferente de verdade hoje seja um ato silencioso. Usar o que faz sentido, repetir roupa sem culpa, misturar referências sem pedir permissão. Não para chamar atenção, mas para se reconhecer no espelho.


No fim, estilo não é sobre ser exclusivo, é sobre ser honesto. E honestidade estética começa quando a gente para de se vestir para os outros e começa, aos poucos, a se vestir para si.

 
 
 

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