Quando seguir tendências vira cansaço e não prazer
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- há 5 dias
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Nunca tivemos acesso a tantas referências, ideias, estéticas e estilos de vida ao mesmo tempo. E, ainda assim, a sensação coletiva é de atraso. Sempre tem uma trend nova surgindo, um hábito “essencial” que você não adotou, um look, um corpo, uma rotina que parece melhor do que a sua. É aí que entra o FOMO, o medo constante de ficar de fora.
Mas o que antes era pontual virou quase um estado permanente.

A lógica da urgência infinita
As redes sociais operam em ritmo acelerado. Tudo é tendência, tudo é agora, tudo é descartável. Quando você começa a entender uma trend, ela já está no fim. Esse ciclo cria uma sensação contínua de urgência e insuficiência.
Não é que você não esteja fazendo o bastante. É que o jogo foi desenhado para nunca acabar.
Identidade em versão beta
Um dos efeitos mais silenciosos dessa dinâmica é o impacto na identidade. Em vez de construir gostos com tempo, referências e vivência, muita gente se sente pressionada a atualizar quem é a cada nova onda.
O resultado? Estilos, opiniões e hábitos que mudam rápido demais para se consolidar. Uma identidade sempre em teste, sempre em comparação, sempre em adaptação.
O cansaço de performar bem estar
Até o autocuidado virou performance. Meditar, treinar, comer bem, dormir cedo, tudo isso, que deveria ser íntimo e pessoal, passa a ser exibido, medido e validado socialmente.
Quando o bem estar vira trend, ele deixa de descansar.
FOMO não é só medo de perder algo
É também medo de escolher. Porque escolher significa abrir mão. E, em um ambiente onde tudo parece igualmente importante, abrir mão vira sinônimo de fracasso.
Mas não dá para viver todas as versões de si mesmo ao mesmo tempo. E tentar fazer isso cobra um preço emocional alto.
A saída talvez seja menos sobre sair das redes
E mais sobre mudar a relação com elas. Entender que trend não é regra, que referência não é obrigação e que estar atualizado não é o mesmo que estar bem.
A maturidade digital começa quando você consegue consumir sem se sentir compelido a repetir.
No fim das contas…
Nem toda tendência foi feita para você. Nem todo ritmo é o seu ritmo. E tudo bem ficar de fora de algumas coisas, isso também é escolha.
Em um mundo que grita “acompanhe”, talvez o verdadeiro luxo seja saber quando parar, silenciar e seguir no próprio tempo.




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