Por que tanta gente jovem está cansada de estar online o tempo todo
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- 11 de jan.
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Era para a internet facilitar a vida. E, de fato, facilitou. A gente trabalha, estuda, se informa, se diverte e até se apaixona por ali. O problema é que, em algum momento, o “estar conectado” deixou de ser escolha e virou obrigação. E é aí que mora o cansaço.
Nunca a geração jovem esteve tão plugada e, ao mesmo tempo, tão exausta. Não é preguiça, nem falta do que fazer. É saturação. O cérebro não foi feito para processar notificações infinitas, comparações constantes e uma sensação permanente de urgência. Tudo é agora, tudo é para ontem, tudo pede resposta imediata.

Existe também o peso invisível da performance. Estar online hoje não é só consumir conteúdo, é se posicionar o tempo inteiro. Opinar, postar, reagir, engajar. Parece leve, mas cansa. Porque mesmo quando você não está produzindo, está sendo observado, comparado, medido por likes, views e interações. O descanso nunca é completo.
Outro ponto é a ilusão de presença. A gente conversa com todo mundo, mas fala pouco de verdade. Troca áudios longos, mas evita encontros. Sabe da vida dos outros pelos stories, mas não sabe como eles estão de fato. Estar online o tempo todo cria proximidade artificial e distância real e isso pesa.
Sem contar o bombardeio de informação. Tragédias, polêmicas, tendências, corpos perfeitos, vidas editadas, opiniões extremas. Tudo misturado, o tempo todo. O algoritmo não se importa se você está bem emocionalmente; ele só quer sua atenção. E atenção também se esgota.
Por isso, cada vez mais jovens estão buscando o “offline” não como fuga, mas como sobrevivência. Desativam notificações, somem por algumas horas, dias ou semanas. Não porque não ligam, mas justamente porque precisam se reconectar consigo mesmos. Silêncio virou luxo. Tempo sem tela virou autocuidado.
Estar cansado de estar online não é rejeitar a tecnologia. É questionar o excesso. É entender que viver não pode ser apenas responder mensagens, consumir conteúdo e manter uma presença digital ativa. A vida acontece fora da tela também e ela pede pausa, tédio, conversa sem filtro, olhar no olho.
Talvez o maior sinal de maturidade dessa geração seja exatamente esse: perceber que nem tudo precisa ser postado, respondido ou acompanhado. Às vezes, o melhor sinal de conexão é simplesmente sair do ar.




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