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O silêncio que entrega imaturidade emocional

  • Foto do escritor: Home e  Marketing
    Home e Marketing
  • 26 de jan.
  • 2 min de leitura

Sumir sem explicação virou quase um comportamento padrão nas relações modernas. Conversas intensas que acabam do nada, encontros promissores que nunca têm continuidade, mensagens visualizadas e jamais respondidas. O famoso ghosting costuma ser tratado como falta de educação, mas talvez o buraco seja um pouco mais fundo. Em muitos casos, não é grosseria, é falta de repertório emocional.



Nem todo mundo aprendeu a lidar com o desconforto


Encerrar uma relação, mesmo que breve, exige habilidades emocionais que muita gente nunca desenvolveu. Saber dizer “não quero continuar”, “não me senti conectado” ou “isso não faz mais sentido pra mim” envolve maturidade, empatia e responsabilidade afetiva.

Sumir, apesar de imaturo, é mais fácil do que sustentar uma conversa desconfortável.


A geração que conversa muito, mas evita conflitos


Nunca se falou tanto sobre sentimentos. Nunca se usaram tantos termos como “gatilho”, “trauma”, “energia” e “limites”. Ainda assim, na prática, lidar com frustração, rejeição e decepção segue sendo difícil. O ghosting aparece como uma fuga silenciosa, uma forma de evitar confronto sem precisar se explicar.


É comunicação interrompida disfarçada de silêncio.


Ghosting também é medo


Medo de magoar, medo de ser questionado, medo de parecer vilão da história. Para algumas pessoas, desaparecer parece menos cruel do que verbalizar o desinteresse. O problema é que o silêncio também machuca, só que sem fechamento, sem clareza e sem chance de elaboração.


Quem some evita o incômodo imediato, mas transfere o peso emocional para o outro.


Falta de repertório emocional não é falta de sentimento


Importante dizer: quem dá ghosting nem sempre é frio ou indiferente. Muitas vezes, é alguém que sente, mas não sabe nomear, organizar ou comunicar o que sente. Falta vocabulário emocional, não emoção.


E ninguém ensina isso direito.


Relações pedem presença, não perfeição


Responsabilidade afetiva não é sobre ter respostas perfeitas, mas sobre não abandonar o outro no meio do caminho emocional. Uma mensagem honesta, mesmo curta, pode evitar semanas de dúvida, insegurança e autoquestionamento do outro lado.


Desaparecer diz mais sobre quem some do que sobre quem ficou esperando.


Talvez o antídoto seja aprender a conversar


Se o ghosting virou comum, não significa que ele seja saudável. Relações, mesmo as casuais, pedem mínimo cuidado. Desenvolver repertório emocional é aprender a sustentar diálogos difíceis, a lidar com o desconforto e a assumir escolhas.


No fim, maturidade emocional não é sobre nunca ferir. É sobre não fugir quando a conversa exige coragem.

 
 
 

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