Aprenda a morrer em vida para atravessar o tempo
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- 5 de jan.
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Calma. Não é sobre fim, luto ou coisa pesada. “Morrer em vida”, aqui, é mais sobre desapego do que sobre perda. É sobre entender que, para seguir adiante, algumas versões nossas precisam ficar pelo caminho. E tudo bem.
A gente cresce acreditando que precisa sustentar quem fomos um dia. O emprego que já não faz sentido, o relacionamento que virou hábito, a opinião que não nos representa mais, a versão antiga que só existe por medo de mudar. Só que o tempo não atravessa quem se agarra. Ele passa por cima.

Morrer em vida é ter coragem de encerrar ciclos sem fazer drama excessivo. É olhar para si e dizer: “isso já não me cabe”. É aceitar que amadurecer dói um pouco, mas ficar parado dói muito mais.
Todo mundo carrega pequenas mortes diárias. A amizade que se afasta, o sonho que muda de forma, a identidade que se atualiza. Não é fracasso, é movimento. É sinal de que você está vivo o suficiente para se transformar.
Aprender a morrer em vida é deixar o ego descansar. É parar de insistir em lugares onde você precisa se diminuir para caber. É abandonar a necessidade de ter sempre razão, de agradar todo mundo, de explicar cada decisão. Algumas despedidas não pedem discurso, pedem silêncio.
O curioso é que, quando você aceita essas mortes simbólicas, algo novo nasce no lugar. Mais leve, mais verdadeiro, mais alinhado com quem você é agora, não com quem foi ontem. O tempo, afinal, não respeita versões ultrapassadas.
Atravessar o tempo exige flexibilidade emocional. Exige desapego de certezas, de rótulos, de expectativas alheias. Exige entender que mudar não é perder identidade, é atualizar a alma.
No fim, não é sobre morrer. É sobre renascer quantas vezes forem necessárias para continuar. Porque quem se permite mudar não apenas envelhece, evolui.




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