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A sua identidade também mora nas suas playlists

  • Foto do escritor: Home e  Marketing
    Home e Marketing
  • 26 de jan.
  • 2 min de leitura

Teve uma época em que a gente se definia pelo que vestia, pelo lugar que frequentava ou até pela bio do Instagram. Hoje, muita coisa ainda passa por aí, mas existe um território bem mais íntimo revelando quem somos: nossas playlists. O que você escuta, muitas vezes, diz mais sobre você do que qualquer post cuidadosamente editado.



Música não performa, ela entrega


Diferente das redes sociais, a música não precisa impressionar ninguém. Ela acompanha momentos reais: o caminho para o trabalho, o banho demorado, a madrugada insone, o treino que quase não aconteceu. Playlists são trilhas sonoras de estados emocionais, não de versões idealizadas.


Você pode postar que está “vivendo a melhor fase”, mas se a playlist está cheia de músicas melancólicas… bom, a verdade aparece ali.


Playlists são diários emocionais


Sem perceber, a gente cria arquivos de sentimentos. “Para ouvir quando tudo pesa”, “sexta à noite”, “indie pra dias nublados”, “músicas que me lembram alguém”. Cada nome carrega um contexto, um recorte da vida. Voltar a uma playlist antiga é como reler um diário, você lembra de quem era, do que sentia e até de quem já não faz mais parte.

E o mais curioso: ninguém edita isso depois.


Algoritmos entendem, mas não explicam


As plataformas até tentam decifrar quem você é: sugerem músicas, montam retrospectivas, criam rótulos como “nostálgico”, “intenso”, “eclético”. Mas só você sabe por que aquela música específica ficou em loop por semanas. Existe algo ali que não cabe em legenda.

A playlist não precisa de contexto externo. Ela existe porque fez sentido naquele momento.


Compartilhar música é intimidade


Mandar uma playlist para alguém não é um gesto simples. É quase um convite para entrar no seu mundo interno. Não à toa, muita gente prefere compartilhar músicas do que fotos ou textos pessoais. É menos explicativo, mais honesto.


Se você já recebeu uma playlist de alguém, sabe: aquilo é confiança.


O som que a gente escuta quando ninguém vê


No fim das contas, playlists revelam quem somos quando não estamos sendo observados. Elas não pedem curtidas, não seguem tendências visuais e não precisam provar nada. São escolhas feitas no silêncio, no fone de ouvido, no modo mais cru da existência.


Talvez, antes de tentar se explicar tanto online, valha olhar para o que você escuta. Ali, sem filtros, está uma das versões mais verdadeiras de você.

 
 
 

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